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Dia do Terra Madre – Faltam 3 dias!!!

dez 07, 11 Dia do Terra Madre – Faltam 3 dias!!!

Faltam apenas 3 dias para o nosso piquenique em comemoração ao Dia do Terra Madre.

Já pensou no que vai levar?

Até o momento temos 840 eventos cadastrados ao redor do mundo! Veja também o que está acontecendo em outros lugares do Brasil e do Mundo, no site oficial do evento: Terra Madre Day.

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10 de Dezembro – Dia do Terra Madre – Picnic no Jardim Botânico

dez 02, 11 10 de Dezembro – Dia do Terra Madre – Picnic no Jardim Botânico

No dia 10 de dezembro a rede mundial do Slow Food comemora o Terra Madre Day. Serão inúmeros eventos e encontros simultâneos ao redor do mundo, para celebrar o alimento local, bom, limpo e justo: bom para o paladar; limpo para as pessoas, animais e ambiente; e justo para produtores e consumidores.

Nesta terceira edição, o Slow Food Cerrado convida a todos os convivas e simpatizantes para comemorar o Terra Madre Day com um piquenique no Jardim Botânico de Brasília (JBB). Será um encontro descomplicado, e importante para o nosso convívio.

E para as crianças, teremos uma atividade especial: sob a orientação da Arca do Sabor, elas irão visitar o Jardim de Cheiros e a área de permacultura, colher ervas comestíveis e preparar um lanche.

O que levar:

- Cada um leva a comida e bebida que desejar, numa quantidade que dê para dividir com pelo menos outra pessoa.

- Como o tema é celebrar o alimento local, prefira os alimentos tradicionais da nossa região, evitando industrializados e embalagens desnecessárias.

- Leve pratos, copos, talheres, toalha. Evite os descartáveis.

- Se tiver, leve cadeiras e bancos dobráveis. Sugerimos também levar esteiras ou cobertas para estender debaixo das árvores, para a cochilada regulamentar após a refeição.

- Quem quiser caminhar pelas trilhas, é bom levar boné e filtro solar.

  • Quando: 10/12 – Sábado
  • Horário: das 9h30 às 13h30 (o JBB fica aberto até as 17h00)
  • Local: Área de piquenique do Jardim Botânico de Brasília. Caso esteja chovendo neste horário, o encontro será no Centro de Visitantes do JBB.

Importante: A taxa de entrada no JBB é de R$2,00 por pessoa, e não é permitida a entrada de animais de estimação.

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Quinta Slow – 1º de Dezembro

O Slow Food Cerrado convida a todas(os) os convivas e simpatizantes para a última Quinta Slow de 2011. Na ocasião, vamos conviver e compartilhar este excelente cardápio, preparado pela equipe do Panelinha Restaurante:

  • Entrada: Salada de rúcula com tomate cereja e vinagrete de cajá
  • Prato Principal: Surubim ao pesto de jambu com talharim artesanal de buriti ao molho de baru
  • Sobremesa: Mousse de cupuaçu

Quando: 1º de Dezembro (primeira quinta-feira do mês), às 20h00.

Quanto: R$ 29,90 por pessoa (bebidas não incluídas).

Onde: no Panelinha Restaurante, que fica no final da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070

Lugares limitados, participação somente com reservas pelo telefone (61) 3041-5070

As reservas são de lugares, em mesas coletivas. O jantar é servido para o grupo todo ao mesmo tempo, para propiciar a convivência.

A Quinta Slow é o encontro mensal dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado. É aberta a todos que desejem participar de nossas atividades e discussões, mediante reserva antecipada, e acontece toda primeira quinta-feira de cada mês no Panelinha.

Participe e apóie na divulgação.

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Brincando com os Sentidos em Pirenópolis

out 12, 11 Brincando com os Sentidos em Pirenópolis

Texto: Fulvio Iermano
Colaboração: Isabella Rovo, Alessandra e Ana Júlia Texeira Brant
Fotos: Roberta Sá

Eu não sei explicar o porquê, de verdade não sei dizer a razão pela qual ir novamente a Pirenópolis, Goiás, me deixa repleto de alegria e energia positiva.

Penso que a explicação não é devida somente às divinas cachoeiras, ao encantador centro histórico da cidade, à ótima programação do Festival Slow Filme, à disponibilidade da comunidade do alimento Promessa de Futuro, no povoado de Caxambu, à sabedoria do Seu Geraldo e à sua horta permacultural, à hospitalidade da Kátia e do Leo. Pois é, refletindo melhor, tudo isso não é tão comum de se encontrar hoje em dia, não é mesmo?!

Obviamente a minha viagem em terra goiana não podia acontecer sem organizar umas atividades educativas com as crianças. Assim, na sexta-feira, a Kátia Karam Toralles (Slow Food Pirenópolis) incluiu nas atividades paralelas ao 2° Festival Slow Filme de Pirenópolis as oficinas sensoriais na COEPi – Comunidade Educacional de Pirenópolis.

A COEPi é um espaço mágico, com salas octogonais que lembram uma grande colméia, uma área verde cheia de espécies nativas do cerrado e um quintal agroecológico com horta, jardim de cheiros, minhocário e composto orgânico. Tudo cuidado junto com as crianças no maior capricho. A principal atuação da COEPi hoje, é na área da educação complementar ao ensino formal, privilegiando a arte e a ecologia como caminho para transformação da sociedade e para a inclusão social.

Quer lugar melhor para brincar com os sentidos e os alimentos junto com as crianças do 4°ano da Escola Municipal Dom Emanuel de Pirenópolis?

Fomos recebidos magnificamente pelos educadores da COEPi, a Isabella Rovo, o Alex Fonseca e o Abilio Fonseca. Nosso grupo de educadores Slow Food Brasil logo se sentiu em casa, era um mutirão: a Alessandra, a sua filha Ana Júlia e a Roberta (Slow Food Cerrado), a Laure e a Gilmara (Slow Food Pirenópolis) e eu (Slow Food Campo Lindo Batatais).

As crianças chegaram às 9 horas em ponto, educadas e respeitosas, até demais pelo propósito lúdico das atividades. Foi somente quebrar o gelo e entender a proposta do Jogo dos Sentidos que logo começaram a se divertir deixando a curiosidade prevalecer. Anotaram tudo nas fichas que tínhamos preparados para elas.

Realizamos três etapas de análise sensorial: as crianças experimentaram os 4 sabores principais (amargo, doce, salgado, azedo); cheiraram 4 potes misteriosos com perfumes diferentes (alho, cebola, jambo amarelo, farinha de jatobá); descobriram somente através do sentido do tato os alimentos escondidos nas 4 caixas secretas: carambola, caju, feijão azuki, doce de manga verde. Os mais espertos na verdade não respeitaram todas as regras, se ajudaram espiando, cheirando e lambendo os dedos. Tudo isso faz parte do jogo, pois o que mais importa é o envolvimento e o despertar a curiosidade das crianças com os sentidos, os alimentos ao natural e do próprio território.

Para complementar a vivência sensorial, as crianças fizeram uma visita apaixonante no quintal agroecológico da COEPi com o Alex. Elas puderam sentir os cheiros do canteiro de ervas, ver e tocar as minhocas descobrindo que “fabricam” um ótimo adubo chamado húmus, desvendar a montagem de uma pilha de composto orgânico e principalmente despertar o interesse sobre a importância de se cuidar bem da terra para se colher bons frutos.

Finalizamos a atividade preparando um refrescante suco somente com os produtos da horta: couve, limão, hortelã e capim santo. Delícia!

À tarde a Oficina se repetiu para outro grupo de crianças. E, apesar do calor e do clima seco, a criançada estava animada para “brincar” com a descoberta dos sentidos.

Acredito que a nossa forma de educar seja baseada na colaboração e nas trocas de conhecimentos, portanto, são fundamentais os depoimentos de Isabella, Alessandra e Ana Júlia.

Isabella

“Receber a oficina do Slow Food foi um prazer para nós da COEPi, a atividade sensorial promovida pelo educador Fulvio e equipe, vem totalmente de encontro às nossas vivências de conhecer e explorar o mundo real de forma divertida e prazerosa. Ver as caretas espontâneas das crianças provando os líquidos misteriosos, franzindo o nariz para apurar a memória olfativa, ou o sorriso apreensivo de tocar os objetos nas caixas secretas, nos relembra como é bom provocar e aguçar nossos sentidos sempre. Tão bom foi, que repetimos a atividade após o festival Slow Filme com a turma do programa de educação integral da COEPi: uma meninada que vem desvendando os potenciais dos frutos do Cerrado ao longo deste semestre.  A vivência sensorial caiu como uma luva na complementação dessas descobertas. Conexão Perfeita!”

Alessandra

Enquanto isso, eu e Ana Júlia estávamos a caminho. A minha participação na programação do Slow Filme em Pirenópolis estava programada, planejada desde sempre. Porém, muito me emocionou no dia em que estava de partida, a minha filha, grande companheira, a qual me pediu: “- Mãe, eu quero ir para ajudar! Deixa eu faltar a escola para dar aula para as outras crianças?” Parecia um contracenso, mas acreditei que ela ganharia muito mais com essa vivência. E ela, de fato, me ajuda muito nas oficinas para crianças que faço em Brasília.

A nossa aventura começou cedo: saímos de casa antes das 7 horas da manhã. Que dia ensolarado, seco… Muita água para refrescar. E que legal ver toda a geografia e história saindo do papel para a vida “real”: – ” Olha… A barragem do Descoberto… Olha… O “cerrado campo sujo”… Muitas descobertas!

Quando chegamos a Pirenópolis, parei para perguntar onde era a COEPi, que fica no Bairro do Carmo, Dona Ana, uma “pirenopolina” legítima, nem se intimidou, entrou no carro e disse: -”Dona, eu levo você lá, uai! Fica pras bandas de onde eu moro. Assim você aproveita e me dá uma carona!”. A Ana Júlia olhou para mim, e rimos da simplicidade e da delícia do jeito de Dona Ana.

Participar da dinâmica das Oficinas é sempre gratificante. Apesar de a metodologia ser a mesma, por ser “dinâmico” nunca se repete!

Perceber os olhinhos atentos às explicações, a vontade de trabalhar, a curiosidade de descobrir, o aprender… Todas participam com muita empolgação! E essa alegria me faz pensar: “-VALEU!”

E o retorno para casa foi de muita expectativa para voltarmos o quanto antes à Pirenópolis com todo mundo que a gente gosta e poder partilhar o que foi muito gostoso!

Ana Júlia

É muito legal ajudar nas oficinas porque a gente aprende muito mais que quem participa. Eu gosto muito ver outras crianças da mesma idade que a minha aprendendo sobre os sentidos e que quando a gente come a gente usa todos eles. Ah, algumas crianças usaram mais de dois sentidos para descobrir o que era, principalmente na “caixa secreta”. Eu me diverti muito vendo as crianças aprenderem a dar nomes para os sentidos.

Veja as fotos da aventura:

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